Projeto Camisa 10

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

FIFA cria Fundo de Legado da Copa com aporte de R$ 47 milhões

Secretário-geral da Fifa visita Instituto Bola para Frente de Jorginho, cita novos investimentos sociais e fala em construção de minicampos no país

Por Rio de Janeiro

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, anunciou na manhã desta quinta-feira, a criação de um fundo de legado em comunidades carentes no Brasil. A iniciativa faz parte do projeto social da entidade chamado Football for Hope. Valcke disse que vai investir US$ 20 milhões (cerca de R$ 47 milhões) em projetos sociais, o que inclui a construção de minicampos como incentivo à educação no país.
Jérôme Valcke visita Projeto Bola Pra Frente (Foto: Alexandre Durão)Os campeões mundiais Jorginho, Bebeto e Cafu acompanham Valcke no encontro com crianças (Foto: Alexandre Durão)

O dirigente da Fifa visitou nesta manhã em Guadalupe, na zona norte do Rio, o Instituto Bola para Frente do ex-jogador e atual treinador de futebol Jorginho, que já recebe US$ 200 mil (cerca de R$ 470 mil) de investimento da Fifa - e ainda vai receber mais US$ 800 mil (R$1.880 milhão) do fundo de legado da Fifa. Recebido por centenas de crianças, com direito a samba, embaixadinhas e tour pelo projeto social de Jorginho, Valcke bateu pênalti e pegou em instrumento debaixo de um forte calor.
Jérôme Valcke visita Projeto Bola Pra Frente (Foto: Alexandre Durão)Valcke aproveita ventilador durante conversa com os jovens (Foto: Alexandre Durão)
- Ainda vamos fechar e anunciar completo todo esse investimento, mas são pelo menos US$ 20 milhões que a Fifa vai investir em comunidades no Brasil para construção de minicampos e para provocar esporte aliado sempre à educação – disse o secretário-geral da Fifa.
No projeto Football for Hope, a Fifa também promete mais de US$ 1 milhão para distribuir entre 25 projetos semelhantes ao de Jorginho pelo país afora. Acompanhado de Bebeto e Cafu, o lateral-direito campeão do mundo em 1994 agradeceu o apoio da Fifa e prometeu ampliar o projeto de Guadalupe.
- Meu sonho é ampliar esse projeto e atender a 19 mil crianças por ano – disse Jorginho. 
O projeto de Jorginho e os demais 24 foram escolhidos por critérios da Fifa. A entidade explicou que qualquer organização pode se inscrever para receber os investimentos. No entanto, não informam quantas se candidataram a receber investimentos.   
- Para receber esse investimento, basta ter crianças e futebol. Isso faz parte do futuro. A ideia é investir em pessoas jovens que possam usufruir desses benefícios no futuro - disse Jérôme Valcke.
Jérôme Valcke visita Projeto Bola Pra Frente (Foto: Alexandre Durão)

O Brasileiro e seu eterno complexo de vira-lata

Origem: Wikipédia.

 
Nossa única profissão exportável, como todos sabem, é a de futebolista".
 
"Complexo de vira-lata" é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pela Seleção Uruguaia de Futebol na final da Copa do Mundo em pleno Maracanã. O Brasil só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando ganhou a Copa do Mundo pela primeira vez.1
Para Rodrigues, o fenômeno não se limitava somente ao campo futebolístico. Segundo ele, "por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo".2
Ainda segundo Rodrigues, "o brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima".2
A expressão complexo de vira-lata (traduzida para "the mongrel complex") foi recuperada em 2004 pelo jornalista estadunidense Larry Rohter, que em matéria para o The New York Times sobre o programa nuclear brasileiro, escreveu:
 
Escrevendo nos anos 1950, o dramaturgo Nelson Rodrigues viu seus compatriotas afligidos por um senso de inferioridade, e cunhou a frase que os brasileiros hoje usam para descrevê-lo: "o complexo de vira-lata". O Brasil sempre aspirou a ser levado a sério como uma potência mundial pelos pesos-pesados, e portanto dói nos brasileiros que líderes mundiais possam confundir seu país com a Bolivia, como Ronald Reagan fez uma vez, ou que desconsiderem uma nação tão grande - tem 180 milhões de pessoas - como "não sendo um país sério",3 como Charles de Gaulle fez.4
 
O Brasil estaria assim, desejoso de ser reconhecido como igual no concerto das nações, mas tropeçaria sucessivamente em sua baixa auto-estima, reforçada pelos incidentes folclóricos acima relatados e outros do mesmo gênero ("a capital do Brasil é Buenos Aires", "os brasileiros falam espanhol" etc) sucessivamente cometidos pela mídia e autoridades estrangeiras

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Prêmio Petrobras, de esporte educacional.

O Esporte Educacional

O que é Esporte Educacional?

O Esporte Educacional é uma manifestação do esporte com foco na inclusão social. Sua base é o processo de aprendizado e desenvolvimento integral do ser humano, não apenas a formação do indivíduo como atleta.
Ele adapta regras, estruturas, espaços e gestos motores de acordo com as realidades de cada território. Mescla o saber formal, aprendido na escola, com o saber informal, produzido pela comunidade. É uma forma de aprendizagem de valores e conteúdos, onde se pode aprender jogando e jogar aprendendo.
O esporte educacional requer planejamento pedagógico que se desenvolve ao longo do tempo, visando atingir aos objetivos (educacionais) que se propõe. A intencionalidade pedagógica deve ser traduzida nas seguintes premissas:
  • a) Ensinar o esporte para todos, respeitando a diversidade de gênero, biótipo, raça, etnia;
  • b) Ensinar bem esporte, considerando a diversidade para desenvolver as habilidades e as táticas esportivas dos alunos, para além das aptidões esportivas;
  • c) Ensinar mais do esporte, estimulando o desenvolvimento de competências para a inserção social e exercício da cidadania, que implica no desenvolvimento da capacidade de leitura crítica do mundo e do próprio esporte nos diferentes contextos em que este se manifesta.
O esporte educacional se diferencia do esporte de rendimento porque não seleciona os mais aptos, não está submetido à lógica exclusiva do rendimento máximo que está presente nas competições e grandes eventos esportivos de alto nível. É importante ressaltar que não se trata da atribuição de valor negativo à competição, como algo a ser evitado, pelo contrário, a competição dentro do processo educacional proporciona aprendizagens específicas e é pensada ou planejada para que todos a vivenciem.

As Diretrizes do Esporte Educacional

Para a Petrobras, o conceito de Esporte Educacional está baseado em cinco diretrizes:
Promover a interação das diferenças e o respeito às individualidades – incentivar ao acesso de crianças e adolescentes ao esporte, sem qualquer forma de distinção ou discriminação. Trabalhar a percepção, reconhecimento e valorização das diferenças entre as pessoas no que se refere à raça, cor, religião, gênero, biotipo e níveis de habilidades.


Atuar em sinergia com políticas, especialmente nas áreas de esporte, educação e cultura – desenvolver práticas pedagógicas esportivas articuladas às demais áreas de conhecimento e o diálogo estreito com diferentes esferas públicas, como saúde, esporte, assistência, educação, entre outros.
Incentivar a autonomia, a cooperação e a corresponsabilidade – utilizar o esporte como fator de educação emancipatória, baseando-se no conhecimento, no esclarecimento e na autorreflexão crítica para superar modelos. Portanto, a autonomia constitui-se na participação ativa de todos os envolvidos na estruturação do processo de ensino e aprendizagem do esporte.
Valorizar as identidades regionais e saberes populares – reconhecer o esporte enquanto manifestação cultural e identitária. Trabalhar a cultura corporal local – jogos, danças, brincadeiras e esportes – socialmente referenciadas na comunidade, como uma importante ferramenta de ensino, de aprendizagem e de definição das identidades dos sujeitos em suas realidades locais.
Contribuir para o desenvolvimento motor, cognitivo e socioafetivo de crianças e adolescentes – ampliar o entendimento do esporte como veículo potencial de desenvolvimento, não apenas das habilidades motoras, mas também de interação social e de processos de ensino-aprendizagem. As ações pedagógicas devem abordar os conteúdos nas dimensões conceitual, atitudinal e procedimental.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Segunda chance’ anima Rodolfo - Gazeta do Povo

Há 585 dias sem atuar – e após suspensão – goleiro retornará aos gramados como capitão do Atlético sub-23

 
15/01/2014 | 00:03 | FERNANDO RUDNICKComentário (0)
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A segunda chance de Rodol­­fo Alves de Melo começa daqui a três dias – e o goleiro mal consegue esperar. No sábado, às 17 horas, quando calçar as luvas e vestir a camisa do Atlético na estreia do Paranaense, contra o Prudentópolis, no Newton Agibert, o jovem camisa 1 de 22 anos marcará seu retorno aos gramados após um ano de suspensão por uso de cocaína.
“Ele vive essa expectativa desde o fim da punição, em setembro do ano passado, mas era hora de focar na saúde. Agora é um recomeço e ele está muito feliz”, descreve o empresário do arqueiro, Israel Bodziack da Silva.
Rodolfo mudou nesse período de isolamento. Se antes era tímido porque tentava ocultar a dependência, hoje ele anda com a cabeça erguida, não se esconde. Passou a falar mais. Largou o cigarro e a bebida, agentes que o levaram ao fundo do poço.Emocional em diversos aspectos, a volta de Rodolfo é tratada no CT do Caju como um exemplo. Internado por diversas vezes em clínicas de reabilitação para dependentes químicos e com acompanhamento integral de psicólogos, o paulista está livre das drogas há um ano e quatro meses. “Não curado, porque ninguém se cura disso, mas ele está muito bem e pronto para voltar a trabalhar”, garante o empresário. “Ele é monitorado. Faz exames de sangue duas vezes por semana”, acrescenta o empresário.
Querido pelos companheiros, foi eleito capitão do sub-23 atleticano. Sua recuperação virou meta até do presidente Mario Celso Petraglia, que renovou contrato do goleiro até junho de 2017, e espera vê-lo em breve no plantel principal, após dar os primeiros passos no Estadual.
Para o técnico do time, Dejan Petkovic, ele também é motivo de elogios. “Rodolfo se recuperou totalmente e tem sido um atleta exemplar. Ele caiu em um momento, mas se levantou. Está se integrando ao grupo, deixando o passado de lado e voltando-se para o futuro”, resumiu, em entrevista ao site oficial do clube.
A partir de setembro do ano passado, quando foi liberado para atuar, Rodolfo passou a treinar com o grupo principal. Não foi utilizado, mas teve quatro pedidos de empréstimo negados pelo Atlético, um deles, do Vasco.
Em dezembro, foi integrado ao sub-23 para ser titular e se recuperar. Está muito bem, tanto tecnicamente quanto fisicamente, dizem pessoas próximas. Na verdade, nunca deixou de estar no mesmo nível dos goleiros do time principal. Não estava pronto, entretanto, para reaparecer nos gramados.
Sua última partida (9/6/12), contra o CRB, ainda pela Série B, foi há 585 dias. Titular no Paranaense do mesmo ano, ele tenta dar a volta por cima na profissão da mesma forma que precisa fazer diariamente na vida pessoal.

Imagnes da visita do goleiro Rodolfo ao Projeto Camisa 10.

 
Estiveram presentos no treino do projeto camisa 10 neste sábado, Ricardo Silva (Gerente da Escola Furacão), Fernando Noskoski (Supervisor de Projetos Sociais da Escola Furacão), Dionísio Banaszewski (Presidente da Câmara de Ética do CAP) e o goleiro Rodolfo, do Atlético Paranaense. O objetivo deste trabalho é aproximar o clube da Ong, melhorando o relacionamento e incentivando a parceria para aprimorar o seu desenvolvimento. O projeto camisa 10 agradece a todos os membros do Cap pela visita, em especial ao goleiro Rodolfo pelo seu carisma e dedicação aos projetos sociais.